domingo, 4 de março de 2012

A obsessão


 A obsessão é um dos maiores escolhos 
da mediunidade; também um dos mais freqüentes.
Assim nunca seriam demasiados 
os cuidados em combatê-la porque, 
além dos inconvenientes pessoais
 que disso podem resultar, é um obstáculo absoluto
à bondade e à veracidade das comunicações.
Em qualquer grau que se a considere, 
desde que a obsessão é resultado 
de um constrangimento, este jamais 
poderia ser exercido por um bom 
Espírito. Disso resulta que toda 
comunicação dada por um médium 
obsidiado é suspeita e não merece confiança. Se, 
por vezes, nelas se encontra algo de bom,
deve-se tomá-lo e rejeitar tudo quanto
seja simplesmente duvidoso.
A obsessão é reconhecida 
pelos seguintes caracteres:
1º - Persistência de um Espírito 
em se comunicar, bom grado, 
mau grado, pela escrita, pela 
clariaudiência, pela tiptologia, etc., obstando
a manifestação de qualquer outro;
2º - Ilusão que, não obstante a
 inteligência do médium, o 
impede de reconhecer a falsidade
e o ridículo das comunicações que recebe;
3º - Crença na infalibilidade e na identidade
absoluta dos Espíritos que se comunicam e que,
sob nomes respeitáveis e venerados,
dizem coisas falsas e absurdas;
4º - Confiança do médium nos 
elogios que lhe fazem os Espíritos 
manifestados por seu intermédio;
5º - Disposição de afastar-se das pessoas que
lhe podem dar avisos úteis;
6º - Intolerância para a critica feita
às comunicações que recebe;
7º - Necessidade incessante
 e inoportuna de escrever;
8º - Constrangimento físico qualquer,
 dominando a vontade e forçando 
a agir ou a falar mau grado seu;
9º - Ruídos e desordens constantes ao seu redor,
dos quais se é causa ou objeto.
Allan Kardec

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